A história do underground brasileiro não está apenas nos discos lançados ao longo das décadas. Ela também está nas histórias de quem gravou, tocou, produziu, distribuiu e acompanhou esses trabalhos quando muitas dessas bandas ainda circulavam longe dos grandes holofotes. É justamente essa memória que Mário Pescada resgata na série Distorções do Submundo – Dissecando Álbuns Matadores do Underground Brasileiro, publicada pela Editora Denfire.
Dividida em três volumes, a coleção percorre diferentes períodos e vertentes da música pesada nacional, reunindo relatos relacionados a trabalhos que ajudaram a construir a identidade do underground brasileiro.
Volume 1

O primeiro livro apresenta 14 trabalhos:
Stomachal Corrosion — Transtorno Obsceno Repulsivo (2009)
Expurgo — Burial Ground (2010)
Overdose — You’re Really Big! (1989)
Sarcófago — I.N.R.I. (1987)
Azul Limão — Vingança (1986)
Taurus — Signo de Taurus (1986)
Siegrid Ingrid — The Corpse Falls (1999)
Vulcano — Bloody Vengeance (1986)
DFC — Igreja Quadrangular do Triângulo Redondo (1996)
Korzus — Mass Illusion (1991)
Cólera — Tente Mudar o Amanhã (1985)
Mutilator — Immortal Force (1987)
Masturbator — Hell Warrior (2023)
Subterror — Antropomortum (2015)
Entre os destaques está I.N.R.I., do Sarcófago, lançado em 1987. O álbum é um dos registros fundamentais para compreender a formação do metal extremo brasileiro e sua repercussão internacional.
O volume tem 140 páginas e acompanha 15 adesivos. Atualmente, a edição encontra-se esgotada.
Volume 2

O segundo volume amplia o recorte para diferentes gerações e estilos do underground:
Stress — Stress (1982)
Harppia — 7 (1987)
Mercenárias — Cadê as Armas? (1986)
Holocausto — Campo de Extermínio (1987)
Dorsal Atlântica — Musical Guide From Stellium (1992)
Pentacrostic — The Pain Tears (1992)
Terror Revolucionário — Mr. Crack (2014)
Rebaelliun — The Hell’s Decrees (2016)
Vazio — Eterno Aeon Obscuro (2020)
Leprosy — Reborn in Yourself (2024)
Baratos Afins — Luiz Calanca
O destaque para o metal extremo fica por conta de The Pain Tears, do Pentacrostic. Lançado em 1992, o trabalho representa uma das fases importantes do death metal produzido no Brasil.
O segundo volume possui 140 páginas e acompanha 11 adesivos. O preço é de R$ 89,90.
Volume 3

O terceiro volume reúne outros dez trabalhos:
Astaroth — Na Luz da Conquista (1986)
Chakal — Abominable Anno Domini (1987)
Centúrias — Ninja (1988)
Olho Seco — Olho Por Olho (1989)
Impurity — Into The Ritual Chamber (1996)
Genocídio — Posthomus (1996)
Krisiun — Southern Storm (2008)
Headhunter D.C. — …In Unholy Mourning… (2012)
Facada — Nadir (2013)
Sagrado Inferno — Bíblia do Diabo (2019)
Ricardo Batalha
Entre os trabalhos abordados está Into The Ritual Chamber, do Impurity, lançado em 1996 e representante de uma geração particularmente importante do black metal extremo brasileiro.
Com 168 páginas, o terceiro volume acompanha 14 adesivos e está disponível por R$ 99,90.
Os três livros formam um registro que atravessa décadas da música pesada brasileira, colocando lado a lado nomes do punk, heavy metal, thrash, death, black metal, grindcore e outras vertentes. Mais do que apresentar uma coleção de discos, Distorções do Submundo preserva relatos e memórias de uma cena construída durante décadas de forma independente, muitas vezes à margem do mercado tradicional.
Preços
Volume 1 — R$ 89,90 — esgotado
Volume 2 — R$ 89,90 — disponível
Volume 3 — R$ 99,90 — disponível
Link para compra: https://editoradenfire.com/
Os três volumes são publicados pela Editora Denfire.

